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domingo, 12 de maio de 2013

PERSONAGENS EM BUSCA DE UM AUTOR


. 2013, Personagens em busca de um autor, adaptação de Paulo Roffé, baseado na obra de Luigi Pirandello. Direção de Paulo Roffé.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

VÍDEO E CINEMA

. 2011, vídeo jornalismo Assembléia em Condomínio. Direção de Nathalia Rodrigues - Condominial.tv.

. 2011, curta metragem O tradutor, de Grace Iwashita e Camila Ferrari. Direção de Grace Iwashita. Participação na 16a. Mostra de Cinema de Tiradentes em 2013.

. 2011, telenovela Erros e Acertos, de Rebeca Ribeiro, Thais Parmezani e Jaime Morales. Direção de Rebeca Ribeiro.

domingo, 14 de novembro de 2010

EU E O TEATRO - PARTE IV

Fui caminhando de semestre em semestre, vivi personagens desde uma mulher recém saída da adolescência até uma mãe de família. Vivi uma "louca" em terapia de grupo e, então, me vi em uma situação confortável tecnicamente e desconfortável emocionalmente. Convivi durante cerca de vinte anos com um familiar esquizofrênico, eu tinha um repertório para me inspirar e construir a personagem. Porém, o aspecto emocional não permitiu que eu me envolvesse tanto com a personagem. Nesse momento, percebi nitidamente o meu processo terapêutico dentro do teatro. Na montagem seguinte, fiz uma mãe que perdeu o filho em um duelo, me vi, então, na posição da minha mãe que perdeu uma filha em um duelo dela consigo mesma. Na sequência vivi dois personagens, uma coveira que prepara a sepultura para o enterro. E vivi também, como segunda personagem, uma mulher que se suicidou. Vivi uma "morte simbólica". A morte de algo do passado. E então, veio, na próxima montagem, o "absurdo" da comunicação que não diz nada e das futilidades, ou seja, das ilusões. Vive-se num mundo criado por ilusões que nós mesmos criamos para nós mesmos.
De semestre em semestre, terminei o curso e, desde então, sou co-fundadora e integrante de um grupo de teatro. Simultaneamente, ao final do curso de teatro também me formei em Arteterapia, e o resultado disso foi o meu artigo de conclusão do curso de especialização, onde transitando pelas artes do teatro e da fotografia integrada ao design gráfico escrevo sobre a esquizofrenia e a espiritualidade, levando o leitor à refletir e mudar o seu olhar sobre tal patologia. Durante o período em que estudei teatro, fui percebendo as relações entre as minhas personagens dentro do contexto da peça montada e as situações da minha vida real. Nada é por acaso. Nunca escolhi minhas personagens ou mesmo a peça que seria montada; e a cada semestre percebia paralelos que me levaram a escrever o meu artigo.
Por ser arteterapeuta, não vejo o teatro, e todas as outras linguagens artísticas, apenas como uma arte: a arte pela arte. Percebo as linguagens artísticas, também, como uma ferramenta de (auto)transformação e, diria até, de (auto)transcendência, dentro ou não de um ambiente terapêutico. Uma peça teatral de conteúdo e mensagem profundos são transformadores, no mínimo levam à uma reflexão e/ou tomada de consciência. Alguns refletem e/ou tomam consciência; outros, dão, por si mesmos, um passo adiante mudando suas atitudes.
Já formada em teatro, me vi alçando vôo, vivendo personagens que me levaram à uma conscientização sobre o ser humano e suas ações (auto)destrutivas em nome do coletivo motivadas/movidas pelo "ego" pessoal. Complementada com a montagem mais significativa até a data desta postagem, em que me vi confrontando a minha "miséria interior", diante da possibilidade da vida e da morte, e a consciência de que é assim que eu contribuo para a "miséria" no mundo, por ressonância da energia. Após "testemunhar" tantas mortes, (re)nasce a vida. Isso ainda me emociona!

NADA ESTÁ ACABADO, TUDO ESTÁ EM CONTÍNUA CRIAÇÃO: TEXTO EM CONSTRUÇÃO.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

EU E O TEATRO - PARTE III

...no decorrer deste, percebi algumas questões que afetam o ser humano em geral como controle e medo. Na aula de teoria da interpretação, a professora nos colocou uma questão para refletirmos: "escolhemos estudar teatro porque buscamos reconhecimento?" Na minha percepção, o silêncio unânime da turma respondeu a essa questão. E novamente, ao final do semestre, eu não pretendia continuar o curso. Na ocasião, o professor, sem saber das minhas intenções, nos incentivou a subir no palco pelo menos uma vez (até então somente encenávamos cenas curtas na sala de aula), para então decidirmos se continuaríamos. E mais uma vez, lá estava eu no semestre seguinte, subindo ao palco para encenar uma tragédia grega, na íntegra, com sua linguagem rebuscada. Há uma semana da estréia, houve momentos em que pensei: "no que é que eu fui me meter!" Após as seis apresentações da peça, acho que comecei a "destraumatizar". Foi uma boa experiência, nunca imaginei que conseguiria decorar tanto texto; depois dessa experiência, eu decoro qualquer coisa. Ao final do semestre, decidi continuar por mais outro. Durante o processo de montagem da peça seguinte, passei por um momento de catarse: uma cena em que atuei me remeteu ao momento da morte do meu pai. Na ocasião, eu era estudante de Psicopedagogia e ficou claro, para mim, o poder da linguagem teatral, se direcionado com enfoque terapêutico. Entre alguns contratempos do grupo, eu não estava muito animada em continuar o curso de teatro no semestre seguinte. Mas baseada na conversa final com o professor, resolvi participar da próxima montagem e sentir o andamento do grupo. E para a minha surpresa, foi a melhor montagem; apesar do grupo ter gerado um estresse quase insuportável que esgotou algumas pessoas, dentre elas, eu. Foi o semestre que mais cresci como atriz e, também, como pessoa. Vivi uma personagem com características muito distantes da minha realidade e, isso me fez perceber e quebrar preconceitos que eu achava que não os tinha por haver superado. Nesse momento, percebi como a arte do teatro pode ser muito benéfica para o ator/atriz e promover o seu crescimento pessoal, se o "ego" não subir às alturas e/ou se o ator/atriz não se preocupar excessivamente com a auto-imagem, criando uma "dependência" em relação às opiniões (julgamentos) dos outros. Surgiu-me um questionamento (que requer uma pesquisa para respondê-lo): "a partir dessa "dependência" da auto-imagem, pode gerar a "dependência" às drogas?". Depois desse semestre, decidi continuar o curso pelo "desafio": saber até onde eu conseguia chegar.

domingo, 13 de junho de 2010

EU E O TEATRO - PARTE II

Depois desses quatro anos de experiência traumática com o teatro na escola, eu não quis mais saber disso. Nem imaginava algum dia vir a estudar teatro, até que um amigo astrólogo sugeriu que eu fizesse um curso por ser, além de uma forma de arte, uma forma de autoconhecimento. Na ocasião, eu havia comentado com esse amigo sobre os meus planos em estudar Arteterapia. Pesquisei algumas escolas de teatro e selecionei uma em que somente me matriculei um ano depois, devido à minha resistência em me expor novamente no palco. Após três meses da morte da minha irmã, lá estava eu no curso básico de teatro. Durante os jogos teatrais tive alguns insights sobre mim mesma e um deles, o mais significativo de todos, me fizeram pensar e refletir sobre como a minha irmã havia falecido e sobre as relações simbólicas comigo, me levando à uma auto-observação e auto-percepção no cotidiano. Saí daquela aula, num final de tarde de domingo, com uma pergunta, um grande ponto de interrogação, em minha mente: SERÁ? Encontrei algumas respostas à essa questão e comecei a mudar o meu comportamento a partir de um auto-reconhecimento e auto-aceitação, parando de me enganar e inconscientizar o que percebi em mim naquela aula. Ao final do curso básico, eu não pretendia ingressar no curso profissionalizante de atores, pois eu buscava o autoconhecimento, e não ser uma atriz. Os meus professores, na ocasião, me incentivaram a continuar para sentir se o que eu buscava era o teatro ou o psicodrama. Pensei comigo: "psicodrama não é, mesmo!" Eu já havia passado por uma experiência com o psicodrama em que detestei. Decidi continuar por mais um semestre...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

EU E O TEATRO - PARTE I

O meu primeiro contato com o teatro foi na escola, no período atualmente chamado de ensino fundamental. Uma experiência traumatizante. Éramos obrigados a encenar senão não teríamos notas para sermos aprovados na disciplina. Comecei no teatro de luz e sombra, atrás de um lençol branco; e depois, no teatro de mímicas. Até aqui, foi interessante, pois não era necessário me expressar verbalmente. Eu era muito "tímida". Hoje, eu diria que não era tímida, mas, envergonhada. No ano seguinte, encenei uma peça infantil, minha primeira subida ao palco. Foi uma experiência um tanto desconfortável diante do meu perfil de menina envergonhada. Depois, escrevemos uma peça e a encenamos; então, me vi em uma situação difícil: tendo que decorar textos, produzir a montagem com cenário, figurino, sonoplastia, dirigir etc. Ao mesmo tempo em que foi uma experiência traumatizante, também vi os olhos da professora brilharem. Nesse momento, pensei: "Ah! Então, é isso que ela quer." Explicarei melhor, durante a cena eu tinha que me irritar com os latidos do cachorro, nesse momento, pensei nas brigas que eu tinha com a minha irmã e na raiva que eu sentia dela naqueles momentos, e expressei a minha fala com essa energia. Sem saber, eu emprestei os meus sentimentos e emoções para a personagem. Confesso que foi o único momento gratificante dessa experiência, o único momento em que me senti à vontade, sem inibição.